THÉO AZEVEDO
enviado especial da Folha de S.Paulo a San Francisco
Imagens do comércio de softwares piratas na rua 25 de Março, em São Paulo, além de menções às dificuldades em trabalhar com games originais no Brasil, foram utilizadas como argumentos para divulgar a ideia por trás do Zeebo.
No palco da Game Developers Conference (GDC), que aconteceu em San Francisco na semana passada, John Rizzo, executivo-chefe da Zeebo, disse que o console, parceria entre a Qualcomm e a brasileira Tectoy, é a solução para colocar os mercados emergentes no mapa da indústria de games.
O executivo aproveitou para anunciar que, já em abril, o Zeebo começará a ser vendido no Rio de Janeiro, em uma espécie de teste VIP --até o final do ano, o aparelho deve chegar a todo o país. O Zeebo já tem data para chegar ao México (2009), à Índia, ao Leste Europeu (2010) e à China (2011).
O apelo do Zeebo é o fato de que o console, que tem performance, ao menos por enquanto, inferior à do PlayStation 2, não possuir suporte a qualquer tipo de mídia. Os jogos são todos baixados da rede 3G, o que promete inibir a pirataria.
O preço no Brasil será o equivalente a US$ 199, com cinco jogos inclusos, como Quake e Fifa. Os games não devem custar mais do que R$ 20.

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