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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Confrontos deixam dois mortos e ao menos cem feridos na Tailândia


da Folha Online

Ao menos dois manifestantes morreram nesta segunda-feira e outros cem ficaram feridos nesta segunda-feira em um dia de violentos confrontos entre tropas do Exército e oposicionistas, que pedem a renúncia do premiê Abhisit Vejjajiva. A agência de notícias Associated Press já fala em ao menos 133 feridos na capital, que está sob estado de exceção desde este domingo (12).

Chatri Charoenchivakul, do Centro de Coordenação de Emergência Erawan, afirmou que as vítimas são homens de 19 e 53 anos. O mais velho, segundo a agência Associated Press, era morador da região onde os confrontos aconteceram.

O ministro Sathit Wongnongtoey, próximo ao escritório do premiê, afirmou que os dois morreram em um mercado no bairro de Nang Lergn, próximo a maior concentração dos oposicionistas, na frente da sede do governo.

O chefe do Centro Médico de Emergências de Bancoc, Phetpong Kamchornkijkarn, explicou que outras nove pessoas foram internadas no hospital feridas a bala, entre eles seis em estado grave.

Os confrontos já duram mais de 12 horas e forçaram shoppings e lojas a fecharem as portas. As comemorações do Ano-Novo tailandês também foram canceladas. Mais de uma dúzia de países, incluindo Estados Unidos, França e Alemanha, emitiram alertas pedindo que os cidadãos evitem viajar à região e àqueles que já estão em Bancoc, que fiquem em seus hotéis e longe dos manifestantes.

Com o anoitecer na capital [a diferença no fuso horário é de 10 horas em relação à Brasília], alguns dos 6.000 soldados escalados para proteger Bancoc começaram a se mover em direção à sede do governo, onde os manifestantes estão desde 26 de março. Segundo a agência de notícias Associated Press, cerca de 5.000 manifestantes estão no local.

Também ao anoitecer, cerca de 10 mil seguidores de Shinawatra seguiam entrincheirados atrás de pneus e cercas metálicas em ruas próximas à sede do Governo e atacavam com bombas o quartel-general do Exército, onde causaram danos de pouca gravidade.

Confrontos

Os enfrentamentos entre o Exército e os opositores começaram pela manhã em um grande cruzamento de Bancoc antes de invadir outros bairros. Durante todo o dia, manifestantes ergueram barricadas e se enfrentaram contra o exército lançado coquetéis molotov, incendiando inúmeros ônibus, assim como o prédio do ministério da Educação, segundo jornalistas da agência de notícias France Presse.

Os militares responderam com disparos de armas automáticas e utilizando gás lacrimogêneo e jatos d'água. Manifestantes se lançaram a bordo de um ônibus contra militares, que responderam a tiros. O ônibus derrubou uma árvore e terminou a arrancada numa calçada.

Os canais de televisão mostraram imagens de soldados atirando contra a multidão, mas um porta-voz do exército afirmou que se tratava neste caso de balas de festim. Ele reconheceu, no entanto, que tiros de verdade foram disparados para o ar para "assustar" os manifestantes.

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