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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Pesquisa antártica terá verba recorde de R$ 15 mi, diz governo

da Folha de S.Paulo

Ao que tudo indica, não será por falta de dinheiro que o Brasil deixará de fazer pesquisa de ponta na Antártida. O Proantar (Programa Antártico Brasileiro) acaba de receber R$ 15 milhões só para ciência, a maior verba já aplicada no programa desde sua criação, em 1982.

O dinheiro é destinado a um edital que será lançado hoje pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Ele representa mais de 1.500% de aumento em relação à dotação habitual da pesquisa antártica (R$ 900 mil).

"Agora está proporcional ao nosso PIB", comemora o glaciologista Jefferson Simões, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

Até agora, dos países signatários do Tratado da Antártida, o Brasil era um dos que menos investiam em pesquisa polar, em proporção ao Produto Interno Bruto. Em 2007, um levantamento mostrou que, em 23 anos, o Proantar só gastara em ciência R$ 25 milhões --pouco mais do que custou a viagem do ex-astronauta Marcos Pontes ao espaço, em 2006.

Com a Antártida ocupando um lugar cada vez maior na agenda científica global, graças às mudanças climáticas, essa falta de financiamento virou um problema.

O Proantar já tivera, em 2008, uma verba sem precedentes de R$ 10 milhões. Os cientistas temiam pela continuidade do financiamento.

Pelo menos para este ano não haverá problema. Um grupo formado em 2007 e autointitulado Frente Parlamentar de Apoio ao Programa Antártico Brasileiro conseguiu os R$ 15 milhões, por meio de emendas parlamentares. Desse total, R$ 12 milhões serão aplicados a pesquisas em conjunto com outros países da América do Sul. O restante será para o monitoramento de impactos de atividades humanas na Antártida.

O edital inaugura a experiência do "programa antártico sul-americano", ideia lançada no ano passado. O objetivo é que países do continente possam aproveitar a estrutura logística e financeira uns dos outros e fazer pesquisa em cooperação.

Além da verba recorde para ciência, a logística das operações antárticas, sob encargo da Marinha, recebeu R$ 7 milhões. No fim deste ano o Brasil estreia seu novo navio polar, o Almirante Maximiano.

sábado, 15 de agosto de 2009

Em estreia de plantel milionário, City conquista vitória sem espetáculo

da Folha Online

Com desempenho abaixo do esperado, o Manchester City fez neste sábado sua aguardada estreia na temporada 2009/10 do Campeonato Inglês. Derrotou o Blackburn Rovers, no estádio Ewook Park, casa do adversário, por 2 a 0.

O time da cidade de Manchester, que sempre viveu à sombra do bem-sucedido rival United, apostou no dinheiro do Abu Dhabi Group, fundo de investimento dos Emirados Árabes Unidos, para contratar estrelas e obter resultados mais expressivos.

Foram gastos 111 milhões de euros para trazer o argentino Carlitos Tevez, o togolês Emmanuel Adebayor, o marfinense Kolo Touré, o inglês Gareth Barry e o paraguaio Roque Santa Cruz, entre outros, para o time de Robinho.

Um dos estreantes abriu o placar. Adebayor, ex-Arsenal, com apenas 2min de jogo, aproveitou passe de Wright-Phillips para fazer seu primeiro gol com a camisa da nova equipe. O segundo gol foi marcado no outro extremo do jogo: aos 46min do segundo tempo, o meia Ireland fechou o placar.

Chelsea

Também neste sábado, pelo jogo de abertura do torneio, o Chelsea conseguiu uma vitória apertada contra o modesto Hull City, em Stamford Bridge. Hunt fez o primeiro para os visitantes, mas Drogba marcou dois e virou o jogo.

Sábado
Chelsea 2 x 1 Hull City
Aston Villa 0 x 2 Wigan
Portsmouth 0 x 1 Fulham
Wolverhampton 0 x 2 West Ham
Stoke City 2 x 0 Burnley
Bolton 0 x 1 Sunderland
Blackburn 0 x 2 Manchester City
Everton x Arsenal

Domingo
Man. United x Birmingham
Tottenham x Liverpool

Sites tidos como confiáveis podem esconder ameaças

JORDAN ROBERTSON
da Folha de S.Paulo

Uma nova e poderosa forma de ataque via internet funciona de maneira semelhante a um grampo telefônico, exceto pelo fato de ocorrer entre computadores e sites nos quais aqueles computadores confiam.

As novas ameaças foram reveladas em duas conferências de especialistas em segurança eletrônica, a Black Hat e a DefCon, realizadas nos Estados Unidos no final do mês passado. Há, segundo lá foi demonstrado, uma falha grave no modo como os programas de navegação na internet bloqueiam sites não confiáveis e impedem que os mesmos sejam visitados.

Um criminoso que se infiltrar em uma rede poderá criar um posto secreto de escuta e capturar números de cartão de crédito, senhas e outros dados sigilosos que passem entre os computadores daquela rede e em sites que os navegadores consideram seguros.

Em uma situação ainda mais nefasta, um invasor poderia sequestrar o dispositivo de atualização automática do computador de uma vítima e induzi-lo a instalar automaticamente um malware. O micro atuaria como se essa fosse uma atualização oriunda do fabricante.

O problema está na forma como os navegadores interagem com os certificados do sistema de segurança SSL (Security Socket Layer), uma tecnologia comum usada em serviços de banco, comércio eletrônico e outros sites que trabalham com dados sigilosos.

Reação

Os fabricantes de navegadores e as empresas que vendem certificados SSL estão buscando formas de resolver isso.

A Microsoft, cujo navegador Internet Explorer é o mais popular do mundo, disse estar investigando a questão.

A Mozilla, que fabrica o Firefox, o segundo navegador mais usado, afirmou que a maioria dos problemas citados foi solucionada na última versão do seu navegador e que os demais serão solucionados em uma atualização programada para este mês.

A VeriSign, uma das maiores empresas certificadoras SSL, afirma que seus certificados não são vulneráveis. E adiantou que o grampo não vai funcionar contra os certificados chamados Extended Validation SSL (validação ampliada), que custam mais e envolvem uma inspeção mais aprofundada dos pedidos das empresas para adquirir o certificado.

Como funciona

Essa forma de ataque é chamada de uma invasão do tipo man-in-the-middle (intermediário), na qual um criminoso se coloca entre o computador de uma vítima e um site legítimo a fim de roubar dados.

Os certificados SSL são uma tecnologia fundamental se o objetivo é tornar a web confiável. Os sites compram os certificados a fim de criptografar o tráfego e garantir aos visitantes a confidencialidade dos dados fornecidos.

A presença de um certificado SSL em um site é determinada por um cadeado na barra de endereço. Os navegadores são programados a fim de bloquear sites que não têm um certificado SSL válido. Quando os sites não estão bloqueados, os usuários são informados sobre potenciais riscos e podem optar por não acessá-los.

Os problemas levantados pelos pesquisadores giram em torno de uma peculiaridade no modo como os navegadores leem os certificados SSL.

Muitas empresas certificadoras SSL permitem que as pessoas insiram dentro do endereço da web presente nos certificados recebidos um símbolo de programação chamado caractere nulo. Os navegadores geralmente ignoram esse símbolo e interrompem exatamente nele a leitura quando estão vasculhando o endereço da web constante do certificado.

O truque, na forma mais recente de ataque, é simples. Basta ao criminoso colocar o nome de um site legítimo antes desse caractere, e o navegador irá acreditar que o site visitado -que está sob controle do hacker- é legítimo.

O criminoso poderia assim encaminhar o tráfego em direção ao site legítimo e espionar tudo o que a vítima faz nessa página. Esse ataque é complicado, mas revela uma fraqueza importante da tecnologia vastamente usada com a finalidade de garantir a segurança de pessoas que fornecem a sites dados sigilosos.

Tradução de FABIANO FLEURY DE SOUZA CAMPOS

Sem Graça

Taiwan volta atrás e diz aceitar ajuda estrangeira após tufão


colaboração para a Folha Online

O governo de Taiwan informou neste sábado que decidiu aceitar ajuda estrangeira após a passagem do tufão Morakot pelo país, depois de recusar inicialmente as ofertas.

Tentando reparar sua imagem após o tufão ter causado extensos desmoronamentos no sul do país, o governo pediu na sexta-feira doações de equipamentos, disse um oficial do Ministério Exterior. Na terça-feira passada (11), as ofertas de ajuda foram inicialmente negadas.

"Na nossa primeira mensagem, nós dissemos que não precisávamos de ajuda, somente de dinheiro", disse Joanne Ou, chefe da seção de publicidade do ministério. "Mas [na quinta-feira] o ministro pediu ao centro de desastre o que precisávamos. Nós pedimos a eles uma lista", completou.

O presidente de Taiwan Ma Ying-jeou, pressionado em relação à resposta dada ao estrago provocado pelo tufão, estimou nesta sexta-feira que o total de mortos pode ultrapassar 500. Muitos podem ter morrido em um massivo desmoronamento em um vilarejo de montanha.

Sobreviventes e o principal partido de oposição acusam Ma de ter respondido muito devagar ao tufão que atingiu o país na semana passada, o pior na ilha desde 1959. O total oficial de mortos é de 123.

Desculpas

Neste sábado, o presidente taiwanês, Ma Ying-jeou, pediu desculpas pela resposta lenta do governo em organizar os trabalhos de resgate das vítimas do tufão Morakot, que poderiam chegar a 500, segundo ele.

"Poderíamos ter feito tudo melhor e mais rápido. Mas não foi assim e lamento muito", disse o presidente à imprensa no condado central de Nantou, muito afetado pelo tufão.

Segundo o presidente taiwanês, o mau tempo dos últimos dias com fortes chuvas atrapalhou o trabalho dos helicópteros de resgate e das missões de socorro em seu conjunto.

Ma afirmou que o número de 123 mortos pode aumentar para 500 porque ainda há centenas de pessoas enterradas sob o lodo somente na aldeia montanhosa de Siaolin.

Os trabalhos de resgate seguiam neste sábado com cada vez menos esperanças de encontrar sobreviventes entre os soterrados, isolados e sem alimentos.

Prejuízos

Nesta sexta-feira, o governo de Taiwan estimou em US$ 3,5 bilhões o prejuízo provocado pela passagem pelo tufão Morakot pela ilha no último fim de semana.

As perdas seriam relativas apenas ao setor de agricultura, sem contar com a destruição de casas, estradas e pontes, cujo impacto econômico ainda não foi calculado. O Morakot provocou a pior enchente em Taiwan nos últimos 50 anos.

Com Efe e Reuters

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Safina é a primeira classificada para a Masters Cup de tênis

da Folha Online

Líder do ranking da WTA (Associação das Tenistas Profissionais), a russa Dinara Safina é a primeira classificada para a versão feminina da Masters Cup, evento que reúne as oito melhores tenistas da temporada.

A competição será disputada entre os dias 27 de outubro e 1º de novembro, na cidade de Doha, no Qatar.

"Me classificar para a Masters Cup era uma das metas que tinha no começo do ano. Consegui muitos feitos nesta temporada e me sinto muito orgulhosa de ser a primeira classificada para o torneio", disse.

A russa conquistou neste ano três (Roma, Madri e Portoroz) dos 12 títulos de sua carreira e assumiu a liderança do ranking em abril.

A primeira colocação foi contestada pela norte-americana Serena Williams, dois do mundo, que provocou a rival falando que ninguém pode ser a verdadeira número um do planeta sem ter vencido um Grand Slam, a série de torneios mais importantes do circuito profissional.

Fóssil revela "asa inteligente" de pterossauro


REINALDO JOSÉ LOPES
da Folha de S.Paulo

Os engenheiros aeronáuticos do século 21 talvez possam aprender alguns truques com répteis alados de 130 milhões de anos. Uma pesquisa apresentada ontem por uma equipe internacional, incluindo uma dupla de brasileiros, sugere que camadas especializadas de fibras nas asas dos bichos permitiam ajustes sutis dos movimentos deles no ar --uma espécie de "voo inteligente" em pleno período Cretáceo.

A conclusão vem da nova análise de um fóssil maravilhosamente bem preservado, o pterossauro chinês Jeholopterus ningchengensis, cujas asas mediam cerca de 90 cm de uma ponta à outra. Por um golpe de sorte pré-histórico, não apenas os ossos, mas também boa parte dos tecidos moles do bicho sobreviveram ao tempo.

Entre esses tecidos estão as asas membranosas, parecidas com as de morcegos e típicas de todos os pterossauros.

Fly by wire

A semelhança com os atuais mamíferos voadores, no entanto, é apenas superficial. Para o paleontólogo Alexander Kellner, do Museu Nacional da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), os pterossauros provavelmente punham seus sucessores no chinelo.

"A membrana dos morcegos é menos espessa e muito mais simples que a dos pterossauros", disse Kellner à Folha. "Claramente o voo desses animais era bem mais sofisticado do que a gente imaginava."

Kellner e seus colegas, como o também brasileiro Diógenes de Almeida Campos e paleontólogos da China e da Alemanha, publicaram sua análise do fóssil na edição desta semana da revista científica britânica "Proceedings of the Royal Society B". Com a ajuda de luz ultravioleta, os pesquisadores conseguiram ver detalhes milimétricos da membrana das asas, que dão apoio à hipótese de que ela sofria modificações sutis para se ajustar às necessidades de voo do animal.

O sinal mais claro disso são três camadas diferentes de pequenas fibras, as chamadas actinofibrilas, dispostas em orientações diferentes (na vertical ou na horizontal, o que, no fóssil, dá a impressão de um tabuleiro de xadrez, porque as camadas foram "amassadas" pelos processos geológicos).

"Nós só vamos poder confirmar o que eram essas fibras com uma análise da estrutura microscópica delas. Acredito que eram fibras musculares. De qualquer maneira, elas obrigatoriamente influenciavam a estrutura da asa e são condizentes com a ideia de que o animal era capaz de ajeitá-la durante o voo", afirma Kellner.

Comprimindo ou distendendo as fibras entre si, o bicho poderia, por exemplo, modificar ativamente a resistência de sua membrana ao ar, tornando-a mais ou menos rígida. Para Kellner, o achado confirma que os pterossauros não eram meros planadores, mas voadores ativos e sofisticados.

Nem pelado nem peludo

A nova análise do fóssil também pode acabar com uma velha dúvida: afinal, os pterossauros tinham pelos? A ideia de uma cobertura pilosa parece esquisitice pura em se tratando de um réptil, mas alguns fósseis bem preservados já tinham indicado essa possibilidade.

Kellner e seus colegas, ao examinar estruturas vagamente parecidas com pelos no corpo do bicho, dizem ter determinado que elas não se parecem exatamente nem com as penas das aves nem com os pelos dos mamíferos. No entanto, podem ter tido uma função similar: conservar o calor do corpo.

"Nós preferimos chamar esses supostos pelos de picnofibras, ou seja, fibras densas. Ao toque, talvez elas fossem parecidas com uma vassoura de piaçava, mais duras e eriçadas", compara Kellner. É possível que pterossauros de diferentes regiões tivessem mais ou menos picnofibras, dependendo do clima de cada lugar.


segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Diretor-executivo do Google deixa conselho da Apple

O diretor-executivo do Google, Eric Schmidt, anunciou que deixou o conselho deliberativo da Apple, três anos depois de aceitar o assento. A decisão foi informada por meio de um comunicado divulgado pela companhia de Steve Jobs, nesta segunda-feira (3).

"Muitas pessoas dirão hoje que isso era inevitável, mas a notícia vem mais rápido do que o esperado", afirmou o site de tecnologia Techcrunch.

Segundo o site, a renúncia ao conselho veio poucos dias após a Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) enviar correspondências ao Google, a Apple e a AT&T perguntando por que a Apple recusou o aplicativo Google Voice na sua loja virtual.

Em comunicado, Steve Jobs, diretor-executivo da Apple, tece elogios à atuação de Schmidt. "Eric foi um excelente membro do conselho da Apple, investindo seu tempo disponível, talento, paixão e sabedoria para ajudar no sucesso da Apple".

Schmidt também divulgou um comunicado, no qual afirma estar "muito satisfeito pelo meu tempo passado no conselho da Apple. É uma companhia fantástica. Mas como a Apple explicou hoje, nós temos que concordar que isso faz mais sentido para mim".

"Muitas pessoas sempre acharam estranho que Schmidt fosse do conselho da Apple, mas, em agosto de 2006, quando ele ocupou o assento, o Google nada tinha que competisse diretamente com os produtos da Apple e serviços. Isso mudou apenas nos últimos 20 meses", observa o TechCrunch.

Fonte: Folha Online