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terça-feira, 1 de junho de 2010

Kaká vai desafiar "seca" pessoal e dos camisas 10 da seleção em Copas

OSÉ RICARDO LEITE
de SÃO PAULO

Além da desconfiança quanto à sua condição física, o meia-atacante Kaká terá que desafiar na Copa do Mundo-2010, na África do Sul, uma "seca" pessoal e um tabu do camisa 10 da seleção brasileira.

Último jogador brasileiro a ostentar o título de melhor jogador do Mundo da Fifa, em 2007, Kaká foi oficializado nesta terça-feira como o dono da mais tradicional camisa.

Mas a última vez que um número 10 da seleção marcou em Mundial foi nas quartas de final da Copa de 2002, com o primeiro gol, de Rivaldo, na vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra. Depois disso, os gols do time no torneio foram marcados po Ronaldinho Gaúcho, camisa 11, e Ronaldo, o 9.

Em 2006, com a 10, Ronaldinho, que chegava com status de melhor jogador do mundo, passou os cinco jogos do Mundial em branco. Pior: o meia-atacante chegou àquela Copa com quase um ano de jejum de gols pelo Brasil, tendo marcado pela última vez até então na Copa das Confederações de 2005.

Além da seca de gols histórica dos 10, Kaká também carrega uma pessoal. Usando o atual número, o jogador do Real Madrid, que sofre com problemas na coxa, não marca pela seleção desde 15 de junho, um jejum de nove jogos e aproximadamente um ano. Este, pelo menos, ele terá a chance de acabar com o jejum no amistoso contra Zimbábue, nesta quarta, ou mesmo contra a Tanzânia, na próxima segunda-feira.

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